Nefrologia · Clínica Médica · Ribeirão Preto

Doença Renal Policística

A doença renal policística é uma condição genética que pode evoluir silenciosamente por anos. O acompanhamento regular é fundamental para preservar a função renal, controlar complicações e orientar familiares em risco.

Prof. Dr. Tufik Geleilete — Nefrologista em Ribeirão Preto
Prof. Dr. Tufik Geleilete Nefrologista · Clínica Médica · Ribeirão Preto
+0 anosde experiência clínica
FMRP-USPMestrado e Doutorado
HCFMRP-USPResidência em Nefrologia
UNAERPProf. Nefrologia e Clínica Médica
CRM-SP 76.539RQE 28230 · RQE 28229

Acompanhamento especializado em doença renal policística em Ribeirão Preto

O Prof. Dr. Tufik José Magalhães Geleilete graduou-se em Medicina em 1992 pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP (FMRP-USP). Realizou Residência Médica em Clínica Médica e em Nefrologia no Hospital das Clínicas da FMRP-USP (HCFMRP-USP). Concluiu o Mestrado em 2000 e o Doutorado em 2002, ambos na FMRP-USP.

Atua no acompanhamento de pacientes com doença renal policística, com atenção especial à monitorização da função renal, controle da hipertensão arterial, prevenção de complicações e orientação às famílias com histórico da doença.

É Professor de Nefrologia e Clínica Médica na UNAERP, com longa experiência no atendimento presencial e por telemedicina. Acesse seu Currículo Lattes.

Credenciais profissionais

Graduação em Medicina

FMRP-USP · 1992

Residência Médica

Clínica Médica e Nefrologia — HCFMRP-USP

Mestrado (2000) e Doutorado (2002)

FMRP-USP — Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto

Atuação docente

Professor de Nefrologia e Clínica Médica — UNAERP

CRM-SP 76.539

RQE 28230 – Nefrologia · RQE 28229 – Clínica Médica

🔗 Currículo Lattes

O que é doença renal policística?

A doença renal policística é uma das principais causas genéticas de doença renal crônica. Como costuma progredir lentamente ao longo de décadas, o acompanhamento nefrológico regular é o que permite identificar complicações cedo e ajustar o tratamento antes que a função renal seja comprometida de forma significativa.

Definição

A doença renal policística (DRP) é uma condição genética caracterizada pela formação de múltiplos cistos nos rins. Esses cistos podem crescer e comprometer a função renal ao longo do tempo.

Tipos principais

Existem dois tipos principais: a DRP autossômica dominante (DRPAD), mais comum em adultos, e a DRP autossômica recessiva (DRPAR), mais rara e grave, geralmente diagnosticada na infância.

Por que merece atenção?

  • Pode levar à insuficiência renal crônica
  • Aumento do risco de hipertensão arterial
  • Formação de cálculos renais
  • Cistos em outros órgãos (fígado, pâncreas)
  • Aneurismas cerebrais (em alguns casos)

Sintomas e quando procurar avaliação

Pode ser assintomática

Muitos pacientes não apresentam sintomas por anos, sendo a doença descoberta em exames de rotina ou de imagem.

Sinais que podem aparecer

Dor lombar, sangue na urina, infecções urinárias de repetição, inchaço, hipertensão arterial e aumento do volume abdominal.

Quando buscar avaliação

Histórico familiar de DRP, alterações em exames de imagem (ultrassom) ou sintomas sugestivos exigem investigação médica.

Situações de maior risco

Dor intensa, febre, sangramento urinário abundante ou piora súbita da função renal merecem avaliação imediata.

Como é feito o acompanhamento?

Diagnóstico por imagem

O ultrassom renal é o método mais comum para diagnosticar a DRP, identificando a presença e o número de cistos. Tomografia e ressonância podem ser usadas para detalhes adicionais.

Exames laboratoriais

Monitoramento regular da função renal (creatinina, ureia), eletrólitos e análise de urina para detectar complicações como infecções ou sangramentos.

Controle da pressão arterial

A hipertensão é uma complicação comum e deve ser rigorosamente controlada para proteger os rins e reduzir riscos cardiovasculares.

Aconselhamento genético

Para famílias com histórico de DRP, o aconselhamento genético pode ser importante para entender os riscos de transmissão e o planejamento familiar.

Como a doença renal policística é tratada?

Não existe cura, mas há medidas capazes de retardar a progressão e controlar complicações — o plano é individualizado conforme o estágio da doença e o tipo de DRP.

Controle rigoroso da pressão arterial

É a medida mais importante para desacelerar a progressão da doença, já que a hipertensão é ao mesmo tempo complicação frequente e fator que agrava a perda de função renal.

Tratamento específico para casos selecionados

Em pacientes com DRP autossômica dominante e progressão documentada, existe medicação específica capaz de retardar o crescimento dos cistos — indicada e monitorada de perto pelo nefrologista, devido a efeitos que exigem acompanhamento próximo.

Manejo de complicações

Dor, infecções de cistos, cálculos renais e sangramentos são tratados conforme surgem, com abordagens que vão de medicação a, eventualmente, procedimentos específicos.

Hidratação e estilo de vida

Boa ingestão de água, controle do sal e evitar substâncias nefrotóxicas fazem parte do cuidado contínuo, junto ao acompanhamento regular da função renal.

Também disponível por telemedicina

O acompanhamento de doença renal policística também pode ser feito por consulta online, incluindo revisão de exames e monitorização para pacientes já em tratamento.

Saiba como funciona a consulta online

Perguntas sobre doença renal policística

Não há cura para a doença renal policística, mas o tratamento visa controlar os sintomas, retardar a progressão da doença e prevenir complicações, melhorando a qualidade de vida.

Sim, a doença renal policística é uma condição genética. A forma autossômica dominante (DRPAD) é a mais comum e é transmitida de pais para filhos.

Não. Embora a DRP possa levar à insuficiência renal terminal, muitos pacientes conseguem manter a função renal por muitos anos com acompanhamento adequado. A necessidade de diálise ou transplante varia de caso a caso.

Sim, é comum que pacientes com DRP desenvolvam cistos em outros órgãos, principalmente no fígado. Outros locais menos comuns incluem pâncreas e baço.

O controle rigoroso da pressão arterial é crucial na DRP, pois a hipertensão é uma complicação comum e um fator que acelera a progressão da doença renal.

Sim, para casos selecionados de DRP autossômica dominante com progressão documentada. A indicação e o acompanhamento são feitos pelo nefrologista, já que o uso exige monitorização próxima.

Na forma autossômica dominante (a mais comum), cada filho tem cerca de 50% de chance de herdar a mutação. Isso não significa que a doença vai se manifestar da mesma forma — a gravidade pode variar bastante entre membros da mesma família.

Revisão médica: conteúdo escrito e revisado pelo Prof. Dr. Tufik Geleilete (Tufik José Magalhães Geleilete) — Médico Nefrologista · CRM-SP 76.539 · RQE 28230. Última revisão: agosto de 2026.

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