Doença Renal Crônica
A doença renal crônica pode evoluir de forma silenciosa por muito tempo. O acompanhamento regular é fundamental para identificar alterações precoces, controlar fatores de risco e reduzir a progressão da doença.
Sobre o médico
Acompanhamento especializado em doença renal crônica em Ribeirão Preto
O Prof. Dr. Tufik José Magalhães Geleilete graduou-se em Medicina em 1992 pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP (FMRP-USP). Realizou Residência Médica em Clínica Médica e em Nefrologia no Hospital das Clínicas da FMRP-USP (HCFMRP-USP). Concluiu o Mestrado em 2000 e o Doutorado em 2002, ambos na FMRP-USP.
Atua no acompanhamento de pacientes com doença renal crônica, com atenção especial à prevenção de progressão da doença, controle de fatores de risco e proteção da função renal.
É Professor de Nefrologia e Clínica Médica na UNAERP, com longa experiência no atendimento presencial e por telemedicina. Acesse seu Currículo Lattes.
Formação e registro
Credenciais profissionais
FMRP-USP · 1992
Clínica Médica e Nefrologia — HCFMRP-USP
FMRP-USP — Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
Professor de Nefrologia e Clínica Médica — UNAERP
RQE 28230 – Nefrologia · RQE 28229 – Clínica Médica
🔗 Currículo LattesEntenda a condição
O que é doença renal crônica?
A doença renal crônica (DRC) é definida pela presença de alterações na estrutura ou na função dos rins que persistem por mais de três meses, com impacto potencial sobre a saúde geral. Diferente de uma lesão renal aguda — que costuma ter início súbito e, em muitos casos, é reversível — a DRC se desenvolve de forma progressiva, e frequentemente sem sintomas perceptíveis nos estágios iniciais. É por isso que exames de rotina, não queixas do paciente, costumam ser a forma mais comum de descobri-la.
Definição
A doença renal crônica é caracterizada pela perda gradual e persistente da função dos rins ao longo do tempo. Muitas vezes, os sintomas surgem tardiamente, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.
Por que merece atenção?
Os rins têm papel essencial na filtragem do sangue, no controle da pressão arterial, do equilíbrio de sais minerais, da produção de glóbulos vermelhos e da saúde óssea. Quando a função renal se reduz, alterações podem surgir em praticamente todos os sistemas do corpo — não apenas no aparelho urinário.
Principais causas
- Hipertensão arterial
- Diabetes mellitus
- Doenças glomerulares
- Doença renal policística
- Uso prolongado de medicamentos nefrotóxicos
- Obstrução urinária crônica
Como a doença é classificada
A DRC é dividida em cinco estágios (G1 a G5), definidos pela taxa de filtração glomerular (TFG) — a estimativa de quanto sangue os rins conseguem filtrar por minuto. Nos estágios G1 e G2, a função renal está preservada ou pouco reduzida; do G3 em diante, a perda de função se torna mais relevante; o estágio G5 corresponde à insuficiência renal terminal, quando diálise ou transplante passam a ser considerados. O estágio orienta diretamente a frequência do acompanhamento e as decisões de tratamento.
Atenção aos sinais
Sintomas e quando procurar avaliação
Pode ser silenciosa
Nos estágios iniciais (G1 e G2), a doença renal crônica costuma não provocar sintomas perceptíveis — os rins compensam a perda de função por bastante tempo antes que algo pareça diferente.
Sinais que podem aparecer
Inchaço nas pernas ou no rosto, alteração na cor ou na espuma da urina, cansaço fora do habitual, pressão alta de difícil controle e anemia podem surgir com a progressão da doença.
Quando buscar avaliação
Alterações de creatinina, ureia, proteína na urina, hipertensão ou diabetes mal controlados exigem investigação médica — mesmo sem sintomas associados.
Situações de maior risco
Redução rápida da função renal, edema importante, falta de ar ou alterações laboratoriais relevantes merecem avaliação imediata, não apenas de rotina.
Entenda melhor por que a doença renal crônica costuma avançar sem dar sinais em DRC Silenciosa, no blog Desmistificando a Nefrologia.
Diagnóstico e seguimento
Como é feito o acompanhamento?
Exames laboratoriais
O acompanhamento costuma incluir creatinina, ureia, análise de urina, proteinúria, eletrólitos e outros exames conforme a necessidade clínica.
Taxa de filtração glomerular
A estimativa da função renal (TFG), calculada a partir da creatinina e de dados como idade e sexo, é fundamental para classificar o estágio da doença e orientar o seguimento adequado. A frequência dos exames costuma aumentar conforme o estágio avança.
Controle de fatores de risco
Controlar pressão arterial, glicemia, peso corporal e evitar medicamentos que possam prejudicar os rins são medidas essenciais para reduzir a progressão da doença.
Acompanhamento contínuo
O seguimento regular com nefrologista ajuda a identificar progressão da doença, ajustar medicações e prevenir complicações — a periodicidade das consultas é definida individualmente conforme o estágio e a estabilidade do quadro.
Conduta clínica
Como a doença renal crônica é tratada?
Não existe um tratamento único: a conduta é definida conforme o estágio da doença, a causa identificada e as condições associadas de cada paciente. De forma geral, o tratamento combina algumas frentes:
Controle da causa de base
Quando a DRC é causada por hipertensão ou diabetes, o controle rigoroso dessas condições é a medida mais eficaz para desacelerar a progressão da perda de função renal.
Medicações com efeito protetor renal
Algumas classes de anti-hipertensivos (como os inibidores da ECA e os bloqueadores do receptor de angiotensina) têm efeito comprovado de proteção renal em pacientes selecionados, além do controle da pressão arterial. A indicação é sempre individualizada. Mais recentemente, estudos também mostraram benefício renal com agonistas de GLP-1 (como a semaglutida) em pacientes com diabetes tipo 2 e DRC — entenda o que a ciência mostra sobre Ozempic e os rins.
Orientação nutricional
O ajuste de sódio, proteína, potássio e fósforo na alimentação pode ser recomendado conforme o estágio da doença — sempre orientado individualmente, idealmente com apoio de nutricionista, e nunca por conta própria.
Diálise e transplante
Nos estágios mais avançados (G5), quando a função renal já não é suficiente para manter o equilíbrio do organismo, diálise ou transplante renal passam a ser considerados — decisão discutida com antecedência e em conjunto com o paciente.
Atendimento remoto
Também disponível por telemedicina
O acompanhamento de doença renal crônica também pode ser feito por consulta online, incluindo revisão de exames e ajuste de seguimento para pacientes já em tratamento.
Saiba como funciona a consulta onlineDúvidas frequentes
Perguntas sobre doença renal crônica
Em muitos casos, a doença renal crônica não tem cura, mas pode ser controlada. O objetivo do tratamento é desacelerar a progressão, controlar os sintomas e preservar a função renal pelo maior tempo possível.
Não necessariamente. A creatinina pode se alterar por diferentes motivos. A avaliação médica considera o conjunto de exames, histórico clínico e evolução ao longo do tempo.
Sim. Hipertensão e diabetes são duas das principais causas de doença renal crônica. Por isso, o controle rigoroso dessas condições é essencial.
Pacientes com creatinina alterada, proteinúria, edema, doença renal conhecida, hipertensão de difícil controle ou diabetes com alteração renal devem ser avaliados.
Sim, em casos selecionados. A telemedicina é útil para revisão de exames, orientação sobre tratamento e seguimento de pacientes estáveis.
A DRC é dividida em cinco estágios (G1 a G5), definidos pela taxa de filtração glomerular. Nos estágios iniciais a função renal está preservada ou pouco reduzida; no estágio G5, a função já não é suficiente para manter o equilíbrio do organismo sem diálise ou transplante.
O ajuste de sódio, proteína, potássio e fósforo pode ser recomendado conforme o estágio da doença, mas não existe uma dieta única — a orientação deve ser individualizada, idealmente com apoio de nutricionista.
A diálise costuma ser considerada nos estágios mais avançados (G5), quando a função renal já não é suficiente para manter o equilíbrio do organismo. A decisão é discutida com antecedência entre médico e paciente, avaliando os sintomas e os exames.
Revisão médica: conteúdo escrito e revisado pelo Prof. Dr. Tufik Geleilete (Tufik José Magalhães Geleilete) — Médico Nefrologista · CRM-SP 76.539 · RQE 28230. Última revisão: agosto de 2026.